Tentar colocar em uma balança todo o ano passado parece agora bobeira.
Sentei em frente ao mar, tentando pensar no que tinha feito, no que pretendia fazer... nada. Nada em mente. Essa incerteza do ano que está por vir me conforta de certa forma, afinal, eu sempre tentei largar os planos e viver sem seguir um roteiro ou algo que o valha, nunca deu certo, e eu sempre me frustrei, mas sem o planejamento, o concreto, tudo parecia muito pouco palpável, incerto e de certa forma desesperador.
No entanto a segurança que sinto agora contrasta com toda essa incerteza.
Em Janeiro, na virada do ano, jamais eu imaginaria que a minha melhor amiga que estava comigo naquele momento, acabaria três meses depois indo embora, e que depois disso ninguém ocuparia o lugar dela. Também não imaginava que eu sofreria tanto com essa perda. E muito menos imaginava que no fim do ano superaria isso. Eu jamais me vi tão independente como fui esse ano. E acho que essa foi minha maior conquista.
Li apenas quatro livros sem ser obrigada, e talvez uns 5 obrigada.
Assisti tantos filmes que perdi a conta.
Bebi, muito, mas muito mesmo. Confesso que dentre tudo que eu bebi houveram alguns coqueteis de gim com lágrimas. Mas não faltaram os chopes entre boas risadas.
Conheci pelo menos 2 dúzias de bandas novas. E passei a prestar um pouco mais de atenção nas velhas.
Fotografei pelo menos uma centena de filmes, alguns nunca revelados. Outros, mais recentes, que guardei com todo o carinho entre as minhas coisas que precisam durar para eternidade.
Me decepcionei, é claro, num só de rosas a vida é feita, mas cresci e aprendi muito com tudo isso. Chorei um rio de lágrimas, mas quando é que isso não acontece?
Me permiti mudar de opinião um porrilhão de vezes. Faz bem.
Decidi, e tive coragem o suficiente pra encarar novas escolhas. Mudei de faculdade, de curso, e estou quase mudando de nome, haha.
Me apaixonei platonicamente uma vez. Me apaixonei outra vez.
Amei alguém.
Experimentei novas coisas.
Organizei e desorganizei meu armário pelo menos umas 600 vezes.
Ajudei quatro cães e um gato a encontrarem uma família.
Aprendi a ser um pouco menos superficial, e não julgar as pessoas.
Planejei duas exposições. Nenhuma delas saiu.
Escrevi três projetos de obra, quase 50 textos no blog e 5 cartas que nunca foram entregues.
Fiz objeto de arte, uma bolsa de pano e duas roupas de cachorro.
E dentre tanta coisa boas, engraçadas e algumas ininteligiveis, que aconteceram, tudo o que mudou, todas as decisões que mudam o rumo de muita coisa que foram tomadas, só espero que neste novo ano tudo de bom que foi contruido antes se fortifique cada vez mais e permaneça.
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