12.03.2011

Quero ver o céu mas quero continuar de olhos fechados, essa claridade dói, foi o que eu pensei antes de tudo.
Fecho os olhos, o vento sopra e eu posso sentir toda a grama estremecer ao seu toque, o som penetra meus ouvidos, minha pele, e minha alma e por um segundo faço parte de algo -  tenho a impressão de que o sentido da vida humana é fazer parte, estamos constantemente se integrar de alguma forma, se aceitar por meio da aceitação alheia - e naquele momento eu pertencia àquela estória, à grama, ao som, a ele. De alguma forma eu pertencia e ainda pertenço a tudo isso. Tentar descrever e dividir isso com alguem é bobeira, ninguem nunca vai sentir o que eu senti naquele momento. Minha unica preocupação era não esquecer, nunca, jamais, esquecer qual é a sensação de fazer parte de algo. Porque esquecer da sua propria vida é como viver num labirinto procurando constantemente a mesma coisa que nunca será encontrada mesmo já tendo sido.

tudo isso é bobeira minha.

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