Não parecer, mas ser, consciente a todo momento. Vigilante.
Ao mesmo tempo o abismo entre o que você é para os outros e para si mesmo.
O sentimento de vertigem e o desejo constante de por fim ser exposta.
Para ser vista por dentro, cortada, talvez mesmo aniquilada.
Cada tom de voz uma mentira, cada gesto uma mentira, cada sorriso uma careta.
Cometer suicídio? Ah, não! Isso é feio. Você não faria isso.
Mas você pode ficar imóvel, pode silenciar. Assim, pelo menos, você não precisa mentir.
Você pode se isolar, e mesmo se calar.
Então não precisa interpretar papéis, mostrar faces ou gestos falsos. Você pensa... mas você vê, a realidade é sanguinária. Seu esconderijo não é bem vedado. A vida penetra em todas as partes. Você é forçada a reagir.
Ninguém pergunta se é real ou irreal, se você é verdadeira ou falsa.
[...]
Acho que deveria representar este papel até que se esgote.
- Persona Ingmar Bergman
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